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 Home  Movimento DA MIRAGEM À MENSAGEM - António Peres
"Da miragem à mensagem"
 
 
 
 
António Peres
CEO
Peres&Partners
O homem sonha e a obra nasce, é um lugar comum, sendo aliás, no limite e no contexto, um acto que pode ser interpretado com alguma  arrogância, ou pelo menos, elementar falta de humildade. Mas é certo que ter chegado aqui, radica numa força de vontade que se alimenta de um sonho mais do que de uma dura e frustrante realidade. Num tempo em que por tudo e por nada se invoca a sociedade civil, por desespero de causa, por falta absoluta de resposta dos poderes públicos, das forças políticas ou  das autoridades institucionalizadas, chegar  a quase 5 anos de Mulheres de Vermelho, é na actual situação quase épico.

 

Por conseguinte, a sociedade civil não está mobilizada, nem mobilizável, outros valores se levantam e são por acaso os que sustentam a sua própria sobrevivência e preservação, confrontada com o desfazer do sonho de um estado social que omite e se contradiz e que todos os dias perde espaço. Neste sentido, a sociedade civil tem outras lutas e prioridades, como por exemplo, a defesa do salário, dos livros para a escola  dos filhos, da pensão de reforma dos pais, do crédito à habitação, do leasing do carro, institucionalmente  federada  na DECO ou nos  sindicatos, até aos protestos de rua, a sociedade civil vai ficando sem agenda para onde se virar.

 

Por outro lado, nas empresas o discurso é de grande abertura para as áreas da responsabilidade social, que na maior parte dos casos não passa de cosmética  para acções de promoção ou de relações públicas mal sustentadas e das quais os jornalistas mais atentos ou críticos estão cientes e logo pouco credibilizam. Concomitantemente, não faltam relatórios sobre sustentabilidade, associações que atribuem prémios aos seus associados numa orgia interna e despudorada. Grandes empresas  que não podem apoiar uns rastreios de cerca de 1.500 euros, um campeonato de golfe de 2.000 ou 3.000 euros, mas que rapidamente aderem a propostas tentadoras e glamourosas de eventos potencialmente e nalguns casos pateticamente mediáticos no valor de 50.000.

 

No Estado, o olhar para estas iniciativas é de apreço simples ou mitigado, para que alguém faça aquilo que no limite competiria a esse mesmo Estado fazer, mas que este não tem tempo, ou não tem gente, ou não tem dinheiro, ou pior ainda quando o Estado confessa que nem tem jeito. Neste sentido, acrescento que Portugal não tem enquadramento para o terceiro sector, felizmente é um sector que conheço bem no Brasil, onde aliás lançaremos o Movimento Mulheres de Vermelho ainda este ano com o INCOR – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e a Fundação Zerbini. Que estigma terrível ser chamado de terceiro mundo ou mesmo de segundo. A história hoje perfeitamente desajustada tem de ser reescrita, a história dos mundos e a nossa que um dia deu novos mundos ao mundo e agora…

 

Neste estado de quase sitio descobrimos um dia que a principal causa de morte entre as mulheres é a doença cardiovascular (enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral), e não o cancro como sempre imaginámos por força da percepção mediática que os OCS nos impõem. A  mais  sofrimento, mais drama corresponde mais audiência, num exercício de voyeurismo limite que a todos nos arrasta. É a noticia que cai bem ao lado do aumento da violência sobre as mulheres. Estatísticas fantásticas que  irrompem pelos ecrãs e nos dizem que afinal cada vez há mais homens que matam mais mulheres em Portugal quando chegam a casa, e a esta se juntam a dos idosos abandonados com falsa identidade nos hospitais, e mais e mais vítimas de processos cada vez mais sofisticados e longos que permitem alimentar horas de emissão. É o sofrimento dos outros como catarse do nosso próprio, vale o que vale.

 

As nossas mulheres simplesmente morrem do coração ou de AVC, simples, por vezes rápido, não dando tempo para apanhar a notícia no meio do zapping. Assim, sendo este o principal motivo de morte entendemos contribuir para a divulgação desta causa com a Fundação Portuguesa de Cardiologia. Neste sentido, é nosso objectivo reforçar as mensagens de prevenção por recurso a mulheres únicas e incontornáveis da sociedade portuguesa que se constituíram porta vozes e que se propõem levar esta mensagem a todas as mulheres portuguesas.
 
E porque havia que mobilizar para a causa, sentimos a necessidade de criarmos um site que servira também de modelo ao site brasileiro e espanhol. Com efeito, aproveitando este meio de comunicação e de divulgação, subscrevemos uma petição on line para poder contribuir para a sensibilização do Estado Português para apoiar, a candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Cultural e Imaterial da UNESCO, não só porque se trata de uma actividade económica relevante para Portugal, mas sobretudo porque configura uma opção de alimentação saudável, amiga do coração de homens e mulheres. Afinal aqui estamos a tentar dar o nosso contributo para o esclarecimento de mais algumas pessoas na esperança de que, mesmo no meio de tudo isto, se tivermos contribuído para salvar uma vida, já valeu a pena, pois nada vale a vida!

 

Afinal o homem sonha quando partindo da realidade que parece imutável e adversa, a acaba por submeter a sua vontade, e a coloca ao serviço do colectivo, afinal a única obra que nos interessa, a nós e aos outros. Ás Mulheres de Vermelho somente o nosso penhorado agradecimento BEM HAJAM!

 
 
Mulheres de Vermelho
 
Outras Informações
 
Ana Almeida
Contacto: 21 8410026
Links Úteis


www.fpcardiologia.pt 
 


http://www.fpcardiologia.pt/fact.html


http://www.fpcardiologia.pt/sina.html


www.fpcardiologia.pt/cuidedesi_1.html


www.fpcardiologia.pt/cuidedesi_21.html


http://www.teleculinaria.pt/newslist.aspx?menuid=67

 

 
 
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